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Desenvolvimento Agápico, resume três conceitos económicos, a economia solidária, a economia de comunhão e a economia da caridade e tem como motor um método de incubação, baseado nas relações humanas de cooperação e partilha suportados por tecnologias de comunicação.

Economia Solidária, é uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza, centrada na valorização do ser humano e não do capital. Tem base associativista e cooperativista, e é voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços de modo auto gerido.

Preconiza o entendimento do trabalho como um meio de libertação humana dentro de um processo de democratização das decisões de produção e em relação com o meio ambiente em todas as suas dimensões promovendo uma lógica de solidariedade sistémica com a vida em todas as suas expressões (seres humanos, outros seres vivos e componentes abióticos) e tomando em consideração, de forma integrada, as perspetivas económicas, sociais, culturais, ambientais, territoriais, científicas e políticas, em que ela se traduz.

A Economia Solidária assenta na realização conjugada de oito projetos: económico; social; cultural; ambiental; político; territorial; de gestão e de conhecimento.

Economia de Comunhão, envolve empresários, trabalhadores, gestores, consumidores, aforradores, cidadãos, estudiosos e demais operadores económicos. Foi lançada por Chiara Lubich em Maio de 1991 em São Paulo - Brasil, a fim de construir e apresentar uma sociedade na qual, à imitação da primeira comunidade de Jerusalém, "entre eles não haviam necessitados".

As empresas são a espinha dorsal do projeto e livremente decidem colocar em comum os lucros da empresa segundo três finalidades de igual importância:

- ajudar as pessoas que estão em dificuldade, criando novos postos de trabalho e satisfazer as suas necessidades básicas através de projectos de desenvolvimento, começando com aqueles que partilham o espírito do projeto;

- difundir a "cultura do dar" e da reciprocidade, sem a qual é impossível realizar uma Economia de Comunhão;

- desenvolver a empresa, que deve permanecer eficiente e competitiva, enquanto se abre à gratuidade.

A Economia de Comunhão nasce de uma espiritualidade de comunhão, expressão do carisma da unidade na vida civil. Conjuga eficiência e fraternidade, acredita na força do dar e da espiritualidade para transformar o comportamento económico. Não considera os pobres como um problema, mas como um valioso recurso para o Bem Comum.

Economia da Caridade, é uma expressão utilizada pelo Papa Bento XVI, para focar a economia na verdade das relações humanas. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é simultaneamente a luz da razão e a da fé, através das quais a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade: identifica o seu significado de doação, acolhimento e comunhão. Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo.

Na época da globalização, a atividade económica não pode prescindir da gratuidade, que difunde e alimenta a solidariedade e a responsabilidade pela justiça e o bem comum em seus diversos sujeitos e atores. Trata-se, em última análise, de uma forma concreta e profunda de democracia económica.